A semana de abertura da última Bienal de Veneza me lembrou o carnaval no Rio de Janeiro; ambas reúnem foliões do mundo inteiro, que caminham milhares de passos por dia enquanto exploram as mais diversas experiências que acontecem na cidade. Como no Rio, farmácias e supermercados são tomados pelos mais diversos personagens durante essa semana em Veneza. Não é incomum jantar entre um poderoso empresário, um curador excêntrico e um célebre artista; tudo junto e misturado, com a Sereníssima no pano de fundo.
A edição atual, a 61ª, vai até o dia 22 de novembro. Vale a pena visitar não só pela arte, mas também para conhecer um pouco da cultura contemporânea das mais diversas nações; a Biennale oferece uma oportunidade única para espiar lugares remotos como o Timor-Leste, e para olhar para países mais conhecidos através de outros ângulos.
Recomendo começar o dia com um bom café da manhã; as calorias serão necessárias ao longo do dia. O do Flora — pequeno hotel familiar muito bem localizado — acontece em um jardim muito charmoso. Coloque então um tênis confortável e saia pelas ruas, sem hora para voltar.
Sugiro começar o dia visitando o apartamento do designer Vincenzo De Cotiis; até outubro, os cômodos da casa recebem a exposição “Minimal Legends”, com obras de Dan Flavin, Donald Judd, Sol LeWitt, Mark Rothko e Frank Stella, além das peças do próprio De Cotiis. Idealizada por Lawrence van Hagen, é uma experiência; não é todo dia que visitamos um palazzo particular em Veneza, com design muito singular, e quadros de artistas icônicos. Note que é necessário agendar a visita pelo site da fundação.




